domingo, 23 de dezembro de 2012

A PIADA PRONTA, A FANTASIA E A TRAGÉDIA DE UM POVO SERVIL.


A tragédia do ensino no Brasil
O Brasil sempre foi conhecido como o país da piada pronta. Corrupção desenfreada, povo tolerante com o crime, sociedade passiva e alienada a toda prova e um número quase infinito de “qualidades” que deixariam qualquer nação do mundo em pé de guerra.
Por aqui, ao invés de se combater o crime com toda força do Estado, criou-se a ideia de que criminalidade é problema social. Ao invés de lutarmos para fornecermos escolas de qualidade, cotas raciais resolvem o problema da inclusão e reintroduzem o criminoso e errôneo conceito de raça no trato com o cidadão. Ao invés de fomento ao empreendedorismo e a criatividade nata do brasileiro para gerar empregos e renda, bolsas esmolas em profusão.
Nem sequer podemos acusar especificamente o governo petista de nos manter chafurdando na lama do atraso. Essa parece ser uma vocação da sociedade brasileira onde o mérito, a honestidade, a educação de qualidade e a “alta” cultura são coisas reservadas a “otários”, “manés” ou “burgueses”.
Não só o discurso é anacrônico e totalmente ultrapassado como nossos atos também o são. Enchemos as ruas para clamar pelo orgulho gay, para liberar a maconha ou para comemorar um campeonato de futebol; mas nos recusamos a fazer o mesmo quando o assunto é defender nosso futuro ou um país mais ético e justo para todos.
Assim, continuamos a ser enganados por esse governo que aí está – da mesma forma que continuaremos a ser enganados pelos próximos, sejam quais forem os partidos ou ideologias – e vamos felizes e ordeiros para casa, enquanto nosso governo e nossos políticos nos vendem um maravilhoso mundo de fantasia, em que somos parte do primeiro mundo e fonte constante de medo para os outros países que nos invejam.
PT e a fantasia
Desta forma, se anunciam cortes nas tarifas quase desumanas cobradas por serviços públicos como a luz (20%) às vésperas de uma eleição; para depois divulgarem que, na verdade, o desconto será de apenas 16%. Mas, antes disso, concede-se um aumento prévio nas tarifas de 12% e, pouco depois, o próprio governo anuncia para o ano que vem um aumento de mais 15% nas mesmas tarifas.
Incapazes de fazer uma simples conta de somar, a maioria dos brasileiros aplaude efusivamente o anúncio governamental e o empenho da presidente em “defender os pobres” ao “peitar” as empresas de energia para reduzir nossa tão pesada conta de luz. Se soubessem fazer a operação matemática básica, veriam que 16% de desconto, mais 12% de aumento e mais 15% de aumento; correspondem na verdade a um aumento de 19%. Se considerarmos que a inflação anunciada com estardalhaço pelo governo, deve ficar em torno de 5 ou 6%; vemos que o “desconto” nas contas de luz representou um aumento superior a três vezes a inflação que corrigirá os seus salários. Isso, sem dúvida, permitirá que os pobres fiquem ainda mais pobres.
A tragédia de um povo servil é causada pela mentalidade encolhida, rasteira e imediatista da grande maioria dos brasileiros que pensa nos políticos como seres divinos e salvadores; eleitos unicamente para prestar favores ou resolver pequenos problemas do dia a dia de cada um de nós.
Assim, voto no camarada que me arrumou um remédio, uma internação, um enterro, uma vaga de emprego, uma cesta básica, uma bolsa esmola, um asfalto na minha rua, pintou minha casa, uma dentadura ou mesmo me pagou um “sanduba” no Bar do “Seu” José.
Essa visão exclusivista do próprio umbigo é causada pela impossibilidade de um raciocínio abstrato mais elaborado e do impedimento patológico de planejar um futuro que vá além da próxima refeição.
Todo esse mal vem sendo construído, tijolo após tijolo, ao longo de dezenas de anos por lideranças políticas que crescem e se alimentam da falta e da preguiça de raciocínio do povo brasileiro. Governos cruéis, oportunistas e com tendências totalitárias como o atual (aqui se leia desde o início do governo petista com Lula) têm especial apreço por uma população que não vê a educação como arma de libertação.
Os números não mentem. Pesquisa divulgada pelo próprio governo IBGE mostra que nos últimos dez anos a qualidade do saber da população brasileira diminuiu sensivelmente e pode estar nos patamares semelhantes aos da primeira metade do século passado.
A Copa do Mundo é Nossa
A radiografia do nível de instrução da população brasileira é muito mais terrível do que se imaginava. Há alguns anos o MEC divulgava o estarrecedor fato de que 72% da nossa população adulta eram compostos de analfabetos funcionais, incapazes de ler e compreender textos médios ou mais complexos e incapazes de executar as operações básicas da matemática.
Para combater isso, o governo isolou o país e retirou as escolas públicas – fonte de vexames constantes – das avaliações internacionais e das Olimpíadas estudantis estrangeiras. Criaram a “Olimpíada da Mediocridade”, competições somente entre escolas brasileiras com farta distribuição de medalhas de ouro para quem conseguisse bater palmas (exagero meu). Mais uma vez, a fantasia iludiu e agradou o povo e a imprensa e varremos para baixo do tapete a real causa de nossa vergonha no exterior.
Agora, a paulada é ainda maior. A explicação para os 72% de analfabetos funcionais e para os vexames internacionais veio à tona, graças à divulgação de uma nova pesquisa do IBGE, que mostrou o terrível fato de quase metade (49,25%) da nossa população é analfabeta ou não terminou o ensino fundamental.
Apenas 14,65% completou o ensino fundamental e chegou a cursar o ensino médio, sendo que destes, 24,56% conseguiram se formar no segundo grau e passou a faculdade. Quanto mais subimos na escala de instrução, pior as coisas vão ficando. No nível superior, apenas 11,27% dos que chegam até lá se formam.
Vendo números assim me pergunto se a tal “revolução na educação” apregoada aos quatro ventos pelos petistas esconde uma intenção verdadeira de manter a nação de joelhos intelectualmente ou é meramente falta de vontade de fazer.
Quanto mais iletrado, mais bovino. Quanto mais bovino, mais facilmente conduzido. O brasileiro tem de compreender que só a educação de qualidade o libertará desses aproveitadores e dos “salvadores da pátria” que aparecem de tempos em tempos. Enxergar que é de qualidade e não de quantidade que precisamos e que a educação é um patrimônio fundamental do indivíduo e sua única herança real é a chave para nos libertarmos da pobreza, da miséria profunda e da subserviência que nos faz escravos de oportunistas de qualquer espécie.
E você, o que pensa disso?



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