domingo, 16 de agosto de 2015

A CORRIDA DOS RATOS E DOS JEGUES

salvadores de dilma
Será que estão rindo é de nós?
O tempo é realmente o professor da vida. Quem o observa, respeita e segue, aprende mais que quem vive enfurnado nas salas de aulas – onde nem sempre quem ensina, ensina muito, e quem está ali para aprender consegue o objetivo. O que capta, acaba vindo com o passar do tempo, mais do que com o que lhe ensinaram.
Estamos neste planeta Terra desde o dia 30 de abril de 1985. Já se foram mais que 30 anos e, entre esses, muitas entradas e saídas em salas de aulas muito mais para aprender, pois, quem ensina, se for inteligente, acaba aprendendo também.
Entre o “nascer” e o se entender como gente, existe sempre o tempo da maturação (e, por que não reconhecer, da masturbação mental, também) que nos conduz a compreender muito – é o tal do passar do tempo.
Ora, e desde tempos passados, ali por volta do ano de 1900 que, nos cafundós do sertão onde viemos ao mundo, que escutamos discursos, promessas de melhoria de vida – as promessas são sempre para a coletividade, embora as pensemos sempre de forma individual, inicialmente. É a tal história do “primeiro eu”.
E, naqueles tempos, nos povoados, os “comícios” eram sempre fora da época apropriada. Aconteciam nas manhãs de domingo, depois da missa, onde o “patrão e senhor das terras” reunia os empregados, matava um boi ou dois/três bodes e pedia votos para o prefeito, o deputado ou para o governador.
– O nosso voto agora vai ser para o compadre Gonzaguinha, que é quem manda as sementes das promessas que vocês plantam e depois pensam colhem para dar comida aos seus. Se duvidar, agora nessa nova eleição, ele vai mandar até a chuva que a terra precisa! Era esse tipo de discurso.
Sempre foi assim. Uma nova mentira antes da colheita da mentira anterior. Promessas de estradas boas, de assistência dos órgãos da Agricultura e até veterinários para os animais – que acabavam morrendo sem nunca terem visto uma meizinha. O único remédio que se colocava nos animais, era creolina para matar os carrapatos, que acabavam matando também os bem-te-vis envenenados.
Agora, há pouco mais de nove meses atrás, sem que estivéssemos no sertão, as promessas se repetiram, apesar da nova pintura e das falas diferentes. No contexto, a mesma coisa. A mesma certeza do não cumprimento e, portanto, a mesma pouca vergonha.
Não mudou nada, gente. Essa mulher (????!!!) que agora comanda o País, nada tem de diferente nos discursos recentes com os discursos e as práticas do passado. Não vamos acabar com isso, não vamos acabar com aquilo. Você vai ter mais isso e todos vão ter mais aquilo. Mentira. Está acabando tudo – e a vergonha já acabou faz tempo.
Aumentou a tarifa da luz elétrica?
Aumentou a tarifa da gasolina?
Aumentou a anuidade escolar?
Hoje, ao fazer supermercado, você gasta o mesmo que gastava há dez meses?
E, para nosso espanto, o País que há dez meses estava nadando em dinheiro, com caixa para investir forte em todos os setores, pela primeira vez não vai adiantar aos pensionistas da Previdência, a metade do décimo-terceiro salário.
E, alguém já parou para tentar ver quem “defende” isso que está aí?
Sim. Quem defende isso aí não é nenhum excluído-social, nenhum analfabeto.
Mas, será que é algum trabalhador satisfeito com “isso” que está aí?
jbf16-2
Reunião político-partidária para acerto do pró-labore
No começo da semana que termina hoje, uma tarde (ou teria sido uma noite?) de queijos e vinhos, com mais queijos do que vinhos para atrair melhor os convidados, alguns políticos com mandatos e, com certeza, os mais limpos e inatingíveis cidadãos deste País estiveram reunidos para tentar uma solução para tirar a pátria do caos (principalmente moral) em que eles próprios colocaram. Nada mais que isso.
A distribuidora de queijos assumiu publicamente a sua incompetência, e, como costumamos falar no Ceará, pediu penico para continuar cagando arame farpado.
A foto da reunião (sem os queijos e vinhos, claro) é a primeira desta postagem e vai para os arquivos pátrios como histórica. Nunca se viu, numa só foto, tanta gente boa, limpa, de caráter e com vergonha na cara. Agora sim, o Brasil está a salvo.
Que vergonha, Brasil!
Quem diria que, um dia precisaríamos reunir “esses aí” para resolvermos o que está posto: Mensalão, Petrolão, Beenedesão. Não seria entregar a tramela do poleiro das galinhas às raposas?
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No sertão os abestaiados correm por uma caneca d´água
Hoje, em várias cidades brasileiras acontecem várias corridas de jegues, todos buscando uma solução possível para quem está rodando bolsinha há muito tempo. Se é que pode ser considerada um “esporte”, a Corrida do Jegue faz parte do calendário de atividades e trações turísticas, por exemplo, de Palmeira dos Índios/AL, mais propriamente no Parque de Rodeio; Bom Jesus/PB; na Vila São João em Alagoa Grande/PB; Povoado Pastora em Laranjeiras/SE; Zabelê/PB; e Sítio Taquarati, em Ibiapina/CE.
Pois, como todos sabem, jegue é jumento. A corrida do jumento é para pegar a jumenta. Vá, junte-se aos demais jumentos e, se houver oportunidade, pajaraca nela!

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