quarta-feira, 25 de maio de 2016

Porque as pessoas falam que foi o Padre Marcelo Rossi que matou Vera Verão?




No dia 10 de novembro de 2002, o humorista Jorge Lafond foi convidado a participar do quadro “Homens x Mulheres” no programa Domingo Legal, no SBT. Caracterizado de Vera Verão, Lafond integrava o lado feminino da disputa e foi retirado do palco após um pedido do padre Marcelo Rossi, que se apresentaria dali a alguns minutos. Enquanto aguardava consternado nos bastidores, a produção solicitou insistentemente que ele retornasse logo após a apresentação do padre. Porém, constrangido e amargurado com a situação, ele não voltou. Lafond entrou em depressão profunda após o episódio e não saiu de casa e nem deu notícias por sete dias. 

No dia 17 de novembro de 2002, uma semana depois do incidente, Lafond foi internado em estado grave, com problemas cardíacos. "Ele não teve como reagir a esta agressão e durante toda a semana ficou cabisbaixo e pensativo", disse o seu empresário, Marcelo Padilha, o que teria, acredita ele, culminado no mal-estar sentido por Lafond no domingo. Num primeiro momento, os médicos diagnosticaram uma crise hipertensiva. Depois deste dia, diversas foram suas internações no hospital, sendo a última em 28 de dezembro de 2002, quando seu problema de saúde se agravou com uma crise renal, levando-o à morte. 

A intolerância não é uma questão sequer a ser pensada ou repensada. É para ser abolida do meio da sociedade. A atitude preconceituosa e irresponsável de um padre causou muito mal e pode ter contribuído para a morte de uma pessoa que ganhava a vida honestamente fazendo as pessoas rirem. O mesmo padre que hoje fatura milhões vendendo livros e CD’s com o título “Ágape”, que significa amor incondicional, que não discrimina e não tem pré-condição. Até quando vamos tolerar tamanha leviandade e desrespeito ao ser humano?

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