quinta-feira, 18 de maio de 2017

Aécio é afastado do mandato de senador em desdobramento da Lava Jato

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador, mas rejeitou um pedido de prisão do parlamentar apresentado pela Procuradoria-Geral da República, em inquérito que tramita no STF a partir de novas provas obtidas na investigação, disseram fontes com conhecimento das decisões nesta quinta-feira.
O afastamento de Aécio foi determinado depois que o senador foi gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS e que fechou acordo de delação premiada com a Justiça. A revelação foi feita pelo jornal O Globo na quarta-feira e confirmada à Reuters por três fontes.
A defesa do senador negou em nota, nesta quinta-feira, que o parlamentar tenha recebido recursos irregulares de Joesley Batista, e disse que Aécio é vítima de uma "farsa" montada nos interesses de uma delação premiada do executivo da JBS.
"Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público", disse o advogado em nota.

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