sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Para evitar prisão, Lula se filia ao PSDB

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Barro Branco – Cercado por policiais militares e tropas do Exército por todos os lados, parecia certo que o líder do levante que dominava o bolsa família, o entreposto de drogas mais rentável da cidade, veria o sol nascer quadrado ao lado do ex-governador Sergio Cabral. No entanto, o ex-braço direito de Nem e atual “dono” do morro tinha planos diferentes – reservara para aquela noite a suíte vice-presidencial do luxuoso Hotel Fasano, na praia de Ipanema.

A confiança de Lula não se devia ao arsenal de seus homens ou à argúcia de seus advogados, mas à mudança de facção que decidira realizar àquela manhã. Acossado pelas forças da lei, de um lado, e cortejado pelas facções que disputam o território do município carioca, de outro, um telefonema interceptado pela inteligência da Polícia Federal parece ter selado a decisão do então político. Embora Lula tenha demonstrado dificuldade em entender seu interlocutor – que recorria a um vocabulário de baixo calão e imagens vulgares para efetuar sua proposta – a promessa de helicópteros “à prova da lei” e dois habeas corpus por ano atraiu o ex-gestor do Brasil. Dentre todas as facções a disputar o seu passe, Lula escolheu o PSDB.

Escoltado por jovens do MBL e rebatizado como Lula Paz e Amor, o metalúrgico concedeu entrevistas às mais destacadas colunas sociais da cidade ao descer o morro e rumar sem incômodos para Ipanema, onde pretende “recomeçar”.

Segundo foto e texto publicados em seu Instagram, Lula considerou entrar no ramo de ônibus, mas foi aconselhado a se “manter longe da ilegalidade”.


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